Com carinho, ao JOB – Seminarista Henrique

Amanhã (12/02) será a admissão do seminarista Henrique, às 20h na Paróquia Nossa Senhora da Esperança. Será uma alegria enorme para o nosso amigo contar com a nossa presença nesse momento tão especial.

Anote o endereço: Rua Nossa Senhora de Nazaré,  101 – Cidade Dutra (clique aqui e veja o mapa)

Abaixo confira a carta escrita por ele para a pastoral do JOB, um grupo que ele fez parte e foi responsável durante esse um ano que ficou na São João de Brito.


São Paulo, 31 de Janeiro de 2016

Com carinho, ao JOB

Amigos, gratidão eterna a Deus por me proporcionar o ano incrível de 2015 aqui na São João de Brito. Um ano intenso repleto de alegrias. E fica difícil mensurar quanto amor foi derramado, e expressar quantas graças aconteceram. Gostaria de partilhar com vocês: tive a graça de passar essa semana em retiro, e pude lembrar e refletir tudo que passamos.

Lembram? Nos terços no parque provamos que e possível ser de Deus em qualquer lugar, sem medo de ser o que somos, e sem deixar que nossa identidade se manchasse pela pressão externa do mundo. Proclamamos publicamente que nossa devoção por Nossa Senhora é enorme e especial. O preludio de que viria pra São João já tinha se dado em 2014, quando eu os acompanhei mesmo sendo seminarista da Paroquia Nossa Senhora da Caridade. E ali o hit virou febre: e todos perderam seus “corações de pedra” e passaram a ser “molin molin”.

No retiro do JOB, quanta pressão! Geeeente, um retiro tendo um open bar regado de toddynho e bolinho Ana Maria só poderia dar certo. O grande medo não estava somente no G5 quando se questionavam ” será que ele da conta?”. Ahh, o medo estava muito mais em mim! Hoje já não tenho mais vergonha de dizer isso. Ainda mais quando os músicos poderosos da canção nova que o Digo tinha conseguido deram pra trás. Aquele dia aprendi muito mais que ensinei. Ali eu lembrei como se  confiar em Deus e a me entregar por inteiro sem reservas a Ele, como alguém que se joga no abismo esperando ser resgatado por suas mãos. Exatamente como fiz quando ingressei no seminário. Naquela noite de adoração eu seria capaz de pegar a fé com a mão. Peguei, e nunca mais larguei. Ahh, e o Frei Alegria mandou lembranças e pediu pra dizer que esta com saudades! E o resultado? Cada testemunho…. Bruna agradeceu pela sua conversão e não pela quantidade de comida; Marcelão disse que sentiu o céu (nunca vou esquecer disso); Digo aprendeu a voar como um “anjo”; Dani aprendeu a ser dona de casa tendo Maria como exemplo (mesmo reclamando); Carol aprendeu a dirigir esquetes de teatro; Antonio: o lord Calvin Clein, além de aprender a cair com estilo na rampa, desencalhou; Titi, de um jeito nada ortodoxo, foi “batizado”; eu fiz gol no futebol!!!!! Tantos e tantos belíssimos testemunhos no whats app aquela semana. E ainda presenciei o primeiro grande milagre do ano de 2015 na São João de Brito: Monsenhor pregou pros jovens!  Que dia.

Dia que só se dignou ser igualado ao encontro do JOB. Quantas pedras preciosas essa rede pescou. Pedras até internacionais, vindas da America Latina e Europa… Raríssimas. Pedras que se decidiram se deixar serem lapidadas, e que encontraram em Cristo Jesus o que buscavam no mundo. Histórias que se criam pretextos e contemplam o amor de Deus. Histórias que se decidem pelo sim, e mesmo que muitas vezes sem entender, foram sendo tomados por esse amor. Nesse dia fiquei tao “molin molin”, que testemunhei outro grande milagre: o Monsenhor dançou!  Ahhh, a pipoca estourou e, na hora veio um filme na minha cabeça, onde eu não só saia da Paroquia, como do seminário, da diocese e tentava o sacerdócio em outro lugar.

Como esquecer também da Viagem a Paris…cida do Norte, onde o RodoJob não só percorreu o cantinho da muamba, como também  se destinou a percorrer locais de profunda devoção: como o local onde a Imagem da Virgem foi pescada. Pescado também, foi aquele que se deixou ser conduzido por Nossa Senhora e, ao abrir seu coração voltou pra casa, e mesmo com o pé inchado, se sentia renovado. As gracas de Nossa Senhora sempre nos alcançou.

E mesmo em tantos momentos coletivos, Deus me concedeu a graça de momentos singulares com cada um de vocês. Agradeço a confiança por abrirem seus corações a mim e a Deus. Crises no whatsApp, noites mal dormidas rezando por vocês na capela do seminário, partilhas de dores e de alegrias, tudo valeu a pena, e só fizeram meu amor e minha vocação aumentar.

Aqui ganhei não só amigos, mas filhos, pais, e irmãos espirituais. A estes, também peço perdão, sobretudo ao G5, se por algum ato, palavra ou omissão que magoaram ou te fizeram afastar-se de Deus. Vocês foram cumplicies e testemunhas de minhas dores, de minhas crises, meu temperamento difícil, minhas piadas infames, minhas ausências… pessoais e por whatApp, e das minhas mudanças de reitor, de bispo, etc. Sou humano, e também to aprendendo esse negocio de ser santo.

Enfim, não poderia deixar de agradecer ao Monsenhor, que me confiou a missão dessa família linda, e que me ensinou em um ano o que seminário nenhum ensinaria em dez. Não ganhei só um padre amigo, mas ganhei um verdadeiro pai.  Ele me mostrou a medida do amor para seu povo e incomensurável. E sua santidade se faz a verdade aquilo que eu li uma vez num livro chamado “a alma de todo apostolado” onde dizia que “quando o padre e santo, seu povo e fervoroso; onde o padre e fervoroso, seu povo e medíocre; onde o padre e medíocre, o povo esta perdido”. Em seus últimos dias na paróquia, ele me deu três últimas lições: a pratica da fidelidade ao desapego, a obediência ao seu Bispo, e o amor a Santa Igreja.

Eu só não sabia que pra essas três lições ia ter prova. E e com um aperto enorme no coração que eu me despeço dos oficios do JOB e da São João de Brito. Sua excelência Dom José Negri através do conselho de formadores de presbíteros achou por bem, dada a nova fase da paróquia, e a necessidade pastoral da diocese, me transferir ao Santuário Nossa Senhora de Fátima.

Esse e só o começo de uma nova fase: eu na minha caminhada de quatro anos na teologia, e vocês com três grandes reforços: Padre Gilson, nordestino arretado, homem de fé, no qual tenho a honra de telo como amigo; Padre Rafael Brigante,  um padre jovem de Deus, que por onde passou em suas pastorais deixou um legado incrível sobretudo com os jovens; e o seminarista Rodrigo, um cara incrível cuja paciência eu até invejo, e que tem um coração tao grande, mas tao grande… Que desceu pra barriga.

Assim, deixo meu “ate breve”. Estou aqui do lado, e quando precisarem não precisa nem bater, a casa e de vocês.  E espero vocês EM PESO  junto comigo nos meus passos rumo ao sacerdócio: a admissão; os ministérios; e as ordenações diaconal e sacerdotal. Amo vocês!!! Deus vos abençoe!

Seminarista Henrique G. Pinto